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Tempos
difíceis levam espectadores da TV para a web.
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Na primeira recessão mundial da era da internet,
os consumidores preocupados com gastos estão
demonstrando que já não têm apetite
inesgotável por todos os novos aparelhos ou serviços
de mídia. Muitos usuários estão
tentando eliminar serviços sobrepostos que ofereçam
o mesmo velho entretenimento em um pacote diferente
ou para um aparelho diferente.
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Com iPods, TVs digitais, gravadores de vídeo,
computadores multimídia e conexões de
banda larga disponíveis em muitos domicílios,
os consumidores que estão estudando suas opções
agora encontram uma série de substitutos online
efetivos para a TV aberta, via cabo ou via satélite.
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Será que 2009 será o ano que começaremos
seriamente a perguntar "o que está passando
na internet?" em lugar de "o que está
passando na televisão"? Um estudo divulgado
esta semana pela consultoria Deloitte, sobre os hábitos
de consumo de mídia, sugere que isso pode ser
verdade.
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A pesquisa, concluída em outubro e envolvendo
consumidores de entre 14 e 75 anos, constatou que uma
maioria dos consumidores já considera que seus
PCs oferecem melhor entretenimento do que os televisores.
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Os dados são parte de um estudo em cinco países
que envolveu quase 9 mil consumidores e encontrou uma
mudança nas preferências por entretenimento
da TV para a mídia online. No Brasil, os consumidores
entrevistados passaram 19,3 horas online para fins pessoais
ante 9,8 horas assistindo TV.
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Nos Estados Unidos, a chamada "geração
do milênio", formada por consumidores de
entre 14 e 19 anos criados inteiramente durante a era
da internet, afirma que computadores oferecem mais entretenimento
do que a TV.
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Cerca de metade dos norte-americanos da geração
baby boom (os nascidos entre 1946 e 1964) concordam
que os computadores oferecem mais. E 42% das pessoas
da chamada "geração da leitura",
com 62 anos ou mais de idade, consideram que os computadores
oferecem tanto entretenimento quanto a TV.
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Nos EUA, a geração do milênio passa
em média 18,8 horas por semana online, quase
duas vezes mais do que o tempo que dedicam a assistir
TV.
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De fato, assistir à TV na web é um comportamento
que vai ser contido até que os consumidores possam
escolher quando e em que aparelho querem ver um programa
específico.
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Autoridades regulatórias podem fazer mais para
ajudar a quebrar o empacotamento de mídia em
favor de preços à la carte que permitam
que os consumidores assistam ao que quiserem ver além
de liberarem a programação para a web.
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Não se trata de alta definição
em uma tela grande, mas de ver ou ouvir o que se quer
a um preço difícil de bater.
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13/01/2009
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