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O Salão Internacional
do automóvel do Anhembi (de 1960 a 1969
no Parque Ibirapuera e a partir de 1970 no parque
Anhembi) é um evento ocorrido a cada dois
anos na cidade de São Paulo, com o objetivo
de mostrar as novidades do mundo automobilístico,
expondo carros e alguns equipamentos, produtos
de som como CD player e outros no Parque Anhembi.
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Em 2008 foi realizada a 25ª edição
do evento. É o evento considerado como
o maior e mais importante da América Latina
neste segmento. Anualmente cerca de 600 mil pessoas
comparecem para prestigiar este evento tão
importante. Em outubro de 2010 ocorrerá
a próxima edição do evento.
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O Começo
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A história
do Salão do Automóvel praticamente
se confunde com a do início da indústria
automobilística no Brasil. O espírito
empreendedor de Caio de Alcântara Machado
percebeu muito cedo - somente quatro anos após
a implantação da indústria
no país - que o automóvel tinha
se tornado uma realidade irreversível para
o brasileiro. Idealizado em 1959, foi montado
pela primeira vez em 1960 e durou 16 dias.
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Ele teve organização da Alcântara
Machado Feiras e Promoções e patrocínio
da Anfavea - Associação Nacional
dos Fabricantes de veículos automotores.
Sua realização foi a manifestação
da primeira fase de grande expansão da
indústria automobilística no Brasil
e respondeu à necessidade de promoção
efetiva dos produtos de um setor ainda insipiente
e carente da confiança do país.
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A primeira edição, em 1960, causou
um grande furor em termos de público para
a época. Diariamente mais de 400 mil pessoas
faziam filas intermináveis no Pavilhão
da Indústria e do Comércio do Parque
do Ibirapuera para ver as grandes vedetes do momento:
Fusca, Dauphine, Simca Chambord, Aero Wyllis,
FNM 2000 JK, e o minúsculo e estranho Romi-Isetta.
Por mais extravagante que possa parecer: o Romi-Isetta
tinha somente uma porta frontal.
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Eram 12 fabricantes, mais alguns temerários
brasileiros se arriscando a mostrar seus experimentos,
que faziam a alegria dos presentes. Essa euforia
permanece até os nossos dias. Só
que agora, em proporções globais.
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As edições
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A segunda edição (novembro/dezembro
de 1961) passou a incluir tratores e equipamentos
agrícolas. Suas atrações
foram o primeiro esportivo de série, o
Willys Interlagos, o primeiro modelo de concepção
totalmente brasileira, o Centaurus, o DKW Belcar,
o utilitário DKW Candango e o VW 1.200
adaptado para táxi.
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O 3º salão (novembro/dezembro de 1962)
celebrou a marca de 97% de nacionalização
da fabricação de veículos,
registrando o lançamento do Aero Willys
2600, a perua Simca Jangada, o esportivo VW Karmann-Ghia
e o DKW Fissore. A Toyota mostrou o jipe Bandeirante
e a Mercedes-Benz, seu primeiro ônibus de
turismo.
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Os médios e o mercado
externo
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O 4º
salão (novembro/dezembro de 1964) saudou
o lançamento do milionésimo veículo
fabricado no Brasil e o início da fase
de realização bienal da feira. A
indústria começava a mostrar melhoramentos
mecânicos, como a caixa de câmbio
com quatro marchas sincronizadas do Aero Willys
2600, a mistura automática óleo-gasolina
para motor 2 tempos do DKW-Vemag e a suspensão
pneumática para ônibus da linha FNM.
A Brasinca fazia sucesso com seu GT-4200 Uirapuru
e a GM exibia seu novo conceito de utilitário,
a perua Veraneio.
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O 6º salão (novembro/dezembro de 1968)
marcou o lançamento de produtos em uma
nova faixa de mercado até então
ignorada: o carro médio. A Ford (que já
absorvera a Willys) lança o Corcel, a Volkswagen
o Sedan 1600 TL e a General Motors seu primeiro
automóvel, o Opala. Nos carros de luxo,
o destaque é para o Ford Galaxie LTD de
câmbio automático. Há a estréia
da Alfa Romeo (após comprar a FNM) coma
a linha FNM 2000 e da Chrysler, que havia adquirido
a Simca, lançando o Explanada GTX e anunciando
o Dodge Dart. Entre os modelos especiais, destacam-se
o Puma AC e o FEI X-1 (misto de automóvel,
lancha e avião), projetado na Faculdade
de Engenharia Industrial, de São Bernardo
do Campo.
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No Parque Anhembi
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O 7º Salão do automóvel (novembro/dezembro
de 1970) inaugurou o Parque Anhembi, o primeiro
espaço construído em São
Paulo especialmente para abrigar mostras industriais.
Entre os automóveis, destacam-se o Ford
Landau, o Chevrolet Opala SS, o Dodge Charger
e Charger RT, o VW Fuscão,a VW Variant
e o VW Karmann-Ghia TC. Entre os carros especiais,
tiveram sucesso o Puma conversível com
carburação dupla (primeiro exportivo
exportado, o Meta 20 de Chico Landi, o FEI X-3
(com motor Chrysler de 300 HP) e o primeiro carro
elétrico brasileiro (fabricado pela Icovel),
além de numerosos modelos de buggies).
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O 20º aniversário da indústria
automobilística é comemorado pelo
10º salão (novembro de 1976) com ênfase
em dois aspectos importantes no momento de crise
do petróleo: a exportação
e o transporte coletivo. O salão ganha
um co-patrocinador, o Sindipeças (Sindicato
Nacional da Indústria de Componentes para
Veículos Automotores), adquirindo a denominação
de Salão do Automóvel e Autopeças.
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A estrela foi a Fiat Automóveis, recém-instalada
em Betim, MG, lançando seu Fiat 147. Esse
carro dominou todo o salão, sendo utilizado
para mostrar a participação dos
componentes nacionais em quase todos os estandes
desse setor (pneus, tintas, rodas, tapetes, equipamentos,
etc.).
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Os demais fabricantes mostraram apenas modificações
nos modelos de linha. Só a Alfa Romeo mostrou
novos modelos para substituir os antigos FNM:
Alfa 2300 B e Alfa 2300 TI.
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O 11º Salão do automóvel e
Autopeças (novembro de 1978) celebrou a
marca dos 2 milhões de veículos
fabricados no Brasil, o recorde de 980 mil visitantes
e uma presença maciça de fabricantes
de autopeças (17% da área ocupada,
37% das empresas expositoras) - o que valeu uma
nova reorganização do espaço
de exposição.
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Em 1983, empenhados em apoiar o esforço
governamental de implantação do
uso do álcool automotivo e em alavancar
o comércio de veículos, a Copersucar
e a Abrave (Associação Brasileira
dos Revendedores de Veículos Automotivos)
patrocinaram uma edição especial
do salão (12ªB), denominada Salão
do Automóvel a Álcool (novembro
de 1983) - com a característica inédita
e específica de ter as grandes montadoras
substituídas pelos seus revendedores autorizados
realizando vendas diretas ao público no
recinto da exposição.
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Um pouco dessa história
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1960: Em 25 de novembro de 1960,
Caio de Alcântara Machado realizou a primeira
mostra. Por conta dessa ousadia nascia o Salão
do Automóvel, responsável por alguns
dos melhores momentos da nossa indústria
automobilística.
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1964: O salão foi realizado
sobre o governo militar. As grande vedetes da
edição foram o protótipo
esportivo Capeta e o Aero Wyllis - ambos da Wyllis
Overland - e o 4200GT da Brasinca.
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1970: Um pavilhão de proporções
inimagináveis era o que reservava Caio
de Alcantara Machado para essa mostra: 62milm².
Era a época do milagre econômico
e Chrysler, Volkswagen e Ford haviam assumido
a Simca, DKW, e Wyllis, respectivamente.
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1976: Os 20 anos da indústria
automobilística mostraram a chegada da
Fiat, com o 147, ao país. O mercado começava
a ser redigido pelas "quatro grandes":
Ford, General Motors, Volkswagen e a recém-chegada
Fiat.
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1981: Em 1980, teve início
uma série de salões com pouco brilho,
em função da crise que se instalava
no Brasil. O público precisou se contentar
com uns poucos modelos fora de série, motocicletas,
lanchas e veleiros.
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1986: O Plano Cruzado ditou as
regras dessa edição. Por sua conta,
a indústria automobilística nacional
resolveu não participar do evento. Mais
uma vez venceu a criatividade de Caio de Alcantara
Machado. Ele foi ao exterior e trouxe 59 carros
de Primeiro Mundo. Sucesso, mesmo na crise. Foi
mostrado também, o primeiro carro do Brasil
a não utilizar o carburador (carros atuais
não usam carburador).
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1992: A abertura das importações
procedida em 1990 permitiu que, finalmente, passássemos
a conviver com o que de mais moderno havia no
mundo. Tínhamos Audi, Jaguar, BMW, Mercedes
e muitos outros modelos que encheram os olhos
do público presente.
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1996: O destaque nesse ano foi
a chegada das coreanas Kia e Asia, que juntando-se
aos demais expositores foi pródigo em número
de expositores.
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2000: Quarenta anos de salão.
A frota nacional dos veículos em circulação
pulou dos 700 mil iniciais para 20 milhões.
A Peugeot mostrou o 206, modelo que ainda seria
fabricado, a Ford trouxe o inusitado Focus, a
Volkswagen o Bora e a Fiat apresentou a nova família
Palio. A Kia mostrou o Besta na forma de um robô
e causou filas imensas para ser visto.
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2004: A 23ª edição
mostrou uma indústria consolidada. O público
está mais informado e consciente e é
clara a "invasão" de frequentadores
de toda a América Latina. Com a estabilidade
econômica, esse foi um dos momentos mais
significativos do automobilismo nacional.
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2006: esta edição
teve como principal atrativo os carros-conceito,
como o elegante Fine-T. Também aconteceu
a polêmica apreensão dos 6 carros
da Lamborghini e estréia dos primeiros
carros chineses da marca Chana a desembarcar no
Brasil. O público também foi recorde.
Estima-se que 600 mil pessoas passaram no Pavilhão
do Anhembi para apreciar as novidades do mundo
automobilístico.
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2008: O maior salão da
história. Inúmeros visitantes, vários
carros-conceito. Nunca um evento como esse teve
tanto prestígio no Brasil e no mundo.
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2010: (futuramente).
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Curiosidade
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Mulher e carro nunca tiveram tanta afinidade nestes
48 anos de salão do automóvel. Por
anos e anos as montadoras contratam rigorosamente
as modelos. 98% delas são lindas.
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